20 jun Universo Paralello 9 (parte 1)

Corredor de barracas no UP9
E a multidão invade o Universo Paralello 9. Estacionamento lotado, vans, buggys, ônibus, excursões e ambulantes pipocavam em volta da vila de Pratigi. Para chegar até a portaria do Festival, era necessário contratar um “pau de arara” da própria organização por 30 pila, que dava direito a uma pulseira para utilizar o transporte quando a pessoa quisesse. O clima capitalista do evento era explícito. Fui andando até a portaria, que ficava 5 km dali, mas não demorou em aparecer uma carona junto com a vendedora de Acarajé da festa. Na portaria, fila para trocar o ingresso pela pulseira de acesso. Uma aglomeração de hippies protestava por não conseguirem entrar de graça para venderem seus produtos. Na hora da revista, passava quase tudo: maconha, ácido, pó, cogumelos, estilete, faca… menos bebidas alcoólicas. Quem quisesse um goró, era obrigado a comprar dentro da festa.

Fora do festival, nativos vendem as bebidas que foram deixadas pelos "desavisados" da festa
Com a música ainda desligada nas pistas, o primeiro dia do festival transmitia uma sensação de tranqüilidade e até de romantismo, diferente de qualquer outra festa de música eletrônica. O que se via era um grande corredor entre coqueiros, beirando a praia, com vários quiosques de comida, roupas e artesanato. Um shopping alternativo ao ar livre, num lugar paradisíaco. Todo mundo chegando, correndo de um lado para outro, na tentativa de descolar um canto para acampar. Nas áreas de camping, dominavam os condomínios de barracas, geralmente formados por grupos já batizados de outras edições do festival.

Frigideira da Pista Goa
A primeira pista a ligar o bate-estaca foi a Goa, onde rolava os sons mais darks do psytrance. O clima já era de descontrole total. Negada pulando forte na pista, iniciando o processo de transcendência. A maresia da cannabis dominava o lugar, uma constante de todo o festival. No próprio livrinho que a organização distribuía, ficava a dica: “se for fritar, frite com consciência”. Como o lugar era oficialmente “legalized” com relação as drogas, foi interessante encontrar no festival barracas como a do , que divulgava psicoativos mais exóticos como Kratom, Salvia, gás N2O, Amazon Dream e outras tentações. Outra atração marcante do Universo Paralello foi o projeto de Redução de Danos, que oferecia esclarecimentos sobre drogas e assistência para dependentes, distribuindo kits de higiene para diferentes usuários de drogas. Uma atitude muito louvável e corajosa.

Bonita arquitetura do Chill Out
Durante o dia, meu barato mesmo era mergulhar no mar e freqüentar o palco Chill Out, onde rolava um som mais suave e experimental, com apresentação de bandas, DJs e performances. Próximo ao palco ficava algumas barraquinhas montadas para disseminar conhecimentos ligados à cultura alternativa como vegetarianismo, shamanismo, espiritualismo, etc. Era onde se concentrava a galera mais roots do festival, longe de playboyzada frita que dominava outras pistas. Já à noite, não tinha jeito, eu flutuava até o Palco Alternativo, local de contestação à ordem estabelecida, elogio à liberdade e a subversão das normas vigentes; me misturando na loucura do festival até o amanhecer.
Dicas de pousadas, hotéis, imóveis e pacotes:
2 comentários
comentou:
8th julho, 2009 at 0:20
[;)]
ResponderFechar
comentou:
6th julho, 2011 at 4:23
MUITO MANEIRA A DESCRIÇÃO!
AGORA ME DIGA UMA COISA,
O QUE É AMAZON DREAM?
ResponderFechar