08 fev Pra lá de Cacha Pregos

Vista de Salvador do ferry para Itaparica
Segunda-feira. O sol forte radiava logo cedo, fervendo meus pensamentos sobre o que fazer durante o dia. Tinha combinado de se encontrar com minha amiga Krika no final da tarde, mas a vontade de cair na estrada era maior. Até porque eu teria que voltar para Salvador se quisesse retornar a Curitiba no fim das férias. Decidi então aproveitar a capital baiana depois do reveillon, e segui de busão direto para o ferry-boat que liga Salvador a Ilha de Itaparica. Foram 50 minutos de travessia, com direito a uma linda vista da cidade contornada pela Baía de Todos os Santos.
Dica: Muitos turistas procuram o Terminal Marítimo, que fica atrás do Mercado Modelo, para seguir até Itaparica. De lá, saem lanchas e escunas com passeios para diversas ilhas, mas com preços bem mais salgados. Se quiser economizar, faça a travessia pelo ferry-boat que custa apenas R$ 3,10 nos dias de semana.

Praça do Pau-mole, em Cacha Pregos
Itaparica é uma das mais belas ilhas do litoral brasileiro. Sua costa, em grande extensão, é cercada por recifes de corais, denominados “Recifes das Pinaúnas”, que se prolonga de Bom Despacho até a Ponta de Aratuba.
Logo na chegada, um portal enaltece o nome do escritor e acadêmico João Ubaldo Ribeiro, que morou durante muitos anos na ilha. Sua principal obra, Viva o Povo Brasileiro, é ambientada em Itaparica, desde os tempos em que era habitada pelos indígenas, passando por sucessivas gerações sua história.
Entre Itaparica e Cacha Pregos, pontos extremos da costa da ilha, existem praias belíssimas com ótimas condições para banho e segurança. A linha de recifes lhe serve de quebra mar, diminuindo a força das ondas e formando um viveiro natural de polvos, lagostas e outros mariscos. A maioria destas praias tem águas rasas, mansas e mornas.

Aldo posando com os filhos. Ao fundo, o rio Jaguaripe
Em Cacha Pregos, a grande atração é o passeio de barco ao Pantanal Baiano: um labirinto de canais de água salobra, mistura do mar com o rio Jaguaripe, passando por mangues e ilhas preservadas. Na Rua do Porto, onde ficam ancorados os barcos, está também a famosa Praça do Pau-Mole, freqüentada por pescadores idosos e outros moradores que reúnem-se para jogar cartas ou dominó.
Do outro lado do Jaguaripe, fica a Ponta do Garcez, praia deserta forrada de coqueiros que se estende por dezenas de quilômetros. Com a ajuda do empresário Aldo, que emprestou seu barco para um piloteiro nativo fazer a travessia, a Expedição abandonou a civilização e mergulhou numa caminhada solitária, inóspita e selvagem, com a equivocada pretensão de chegar ao Morro de São Paulo ainda no mesmo dia…
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1 comentário










Madalena comentou:
14th janeiro, 2010 at 20:11
estive em cacha pregos, lugar bonito, porém o lixo está tomando conta da cidade.
fiquei muito triste,pois a cada 100 metros se avistava lixo e sentia mal cheiro.
que pena!!!!
não voltarei lá tão cedo, mas gostaria que se fizessem politicas publicas voltadas ao lixo.
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