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Carona Interativa

31 mai Ituberá: concentração para o Universo Paralello

Igreja matriz de Ituberá

Igreja matriz de Ituberá

De volta para o continente. O barco da natividade fez uma pausa na Barra do Carvalho e no retorno para a Cova da Onça, pulei no meio da praia, encurtando minha caminhada até Pratigi. Circulando entre os coqueiros, no meio do nada, estava um caminhão recolhendo as palhas secas das palmeiras que ficavam no chão. “O dono da fazenda tá mandando”, contou um dos catadores. Descolei um carona em cima da caçamba até o Rio Pratigi, onde tive a sorte de atravessá-lo na maré baixa. De lá foram mais 4 km até alcançar a área onde aconteceria um dos maiores festivais de arte e cultura alternativa do mundo: o Universo Paralello.

Era difícil acreditar que teria alguma coisa naquele lugar. Apesar de ver muita gente trabalhando, a única estrutura armada era umas cabanas de palha bem simples entre os coqueiros. Faltava ainda três dias para o inicio da festa. Xeretando, descobri que perto dali ficava a sede da organização. No local havia muitos artistas trabalhando, vários estrangeiros, alguns deles morando por ali há dois meses, fazendo esculturas e planejando a decoração da festa. Tentei acampar junto com a organização, mas sem sucesso. Jornalistas nesse tipo de festa são como espiões, intrusos, pois não é objetivo do festival divulgar o que acontece lá dentro.

Ingresso para o Universo Paralello

Ingresso para o Universo Paralello

Já com o ingresso na mão, pensei em acampar na praia, mas aquele cenário estava árido demais para ficar três dias comendo areia. Resolvi então ir para Ituberá, cidade mais próxima que ficava a 40 km de Pratigi. Precisava lavar algumas roupas e sacar uma grana no banco. Consegui carona numa Belina velha, junto com três caras de sampa chapadaços! Eles estavam cuidando da instalação elétrica do palco principal, em troca do ingresso da festa. No caminho eu soube que só me deram carona porque a Belina estava sem gasolina e, caso o carro pifasse, eu poderia ser útil para ajudar a empurrar a banheira. Todo o trajeto foi muito tenso, com descidas na banguela e muita apreensão. Chegamos na cidade com o carro tossindo. Apesar da choradeira dos caras, não pude contribuir com nem uma moedinha pra gasosa. Carona não se cobra nem paga. Esse é o princípio básico do bom caroneiro.

Cachoeira da Pancada Grande

Cachoeira da Pancada Grande

Era véspera de natal em Ituberá e o centro da cidade parecia uma Bangladesh tupiniquim. O rio que dividia a cidade não era nada limpo, havia ambulantes por todo lado, gente correndo, carros buzinando, lixo nas ruas, o caos. Com certeza esse exagero da minha parte era pelo fato de ter ficado duas semanas longe da civilização, em contato apenas com a natureza das praias desertas que passei. Assim, aos poucos fui me conformando com aquela situação e gostando da cidade. O povo era hospitaleiro e simpático, a comida boa e barata, algumas meninas até que eram gatinhas, e o mais bacana: nos arredores da cidade ficava a cachoeira da Pancada Grande, com uma incrível queda acima dos 70 metros. Era o que eu precisava para passar três dias em Ituberá, renovar as energias e se preparar para encarar 7 dias de loucura, medo e delírio no Universo Parelello.

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    • Jeferson: Olá Renata… gostaria de dar uma espiada nessas dicas de outros sites… vai passar por Curitiba na trip? bjoo
    • Renata Molina: Saindo em viagem pela America do Sul de mochila, carona e couchsurfing pelos proximos 5 meses. Gostei das suas dicas – para...
    • virginia: nasci no parana nao conheço,apenas por fotos e site.se alguem tiver fotos de rondon envie oara mim agradeço.bjs.
    • Eduardo araujo: Estou saindo amanhã, Jeferson. Na volta pretendo passar em curitiba…se descobrir algum lugar pra pouso me avise! hehehe...
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