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03 mai Ilha de Boipeba, um paraíso ainda preservado

Boca da Barra em Boipeba

Boca da Barra em Boipeba

Situada a 150 km ao sul de Salvador e 30 km do Morro de São Paulo, Boipeba é um daqueles pedacinhos de paraíso onde o turismo é muito recente, dando a impressão que encontramos um refúgio, um tesouro escondido para poucos. Afinal, o acesso é dificultado pela ausência de estradas, pois na ilha o viajante comum só aporta de barco pelo mar via Morro de São Paulo ou pelo rio via Torrinhas (mais perto) e Cairu.

O ponto mais agitado da ilha é a praia da Boca da Barra, onde desembarcam as lanchas trazendo turistas, maioria deles vindo do Morro em passeios bate-volta. Por ali, fiquei instalado no ótimo Camping Pôr do Sol, a beira-mar com um restaurante anexo, fonte de apetitosos almoços e daquela cerva gelada. Na Boca da Barra, impressiona algumas pousadas “rústicas chiques”, quase todas comandadas por gringos que adotaram Boipeba para viver ou investir.

Clima de interior na Velha Boipeba

Clima de interior na Velha Boipeba

O poder dos estrangeiros na comunidade é grande. Eles temem que Boipeba acabe atraindo um público despreocupado com a natureza, por isso proíbem música alta e festas na vila, gerando descontentamento de muitos nativos. A falta de entretenimento acaba criando um clima bucólico, ideal para aguçar as percepções estéticas de cada paisagem da ilha.

Crianças brincando no final da praia da Cueira

Crianças brincando no final da praia da Cueira

Subindo a ladeira da Boca da Barra, fica o vilarejo da Velha Boibepa, com suas casas simples e coloridas em volta da praça. Logo comparei a vila com o famoso quadrado de Trancoso, imaginando-o 20 anos atrás, longe do desenvolvimento turístico que dominou o antigo reduto hippie. Na vila, um bom exemplo da arquitetura local é a Igreja do Divino Espírito Santo, uma edificação do século XVII, com altares neoclássicos e azulejos retratando temas bíblicos, marco da ocupação jesuítica.

Nas proximidades da Velha Boipeba fica o Morro do Quebra Cu, mirante procurado aos finais de tarde para quem quer contemplar o pôr-do-sol. Junto com um casal de turistas de Jaguaripe que conheci no camping, fomos desvendar o curioso nome do morro. Lá havia uma duna de areia batida, misturada com terra, onde as crianças nativas de arriscavam a descê-la com tábuas de madeira e pedaços de plástico.

Boipeba também se destaca pelas praias. Eleita uma das mais bonitas do país, Moreré possui águas tranqüilas, com recifes de corais formando várias piscinas naturais e com variedades de peixes ideal para prática do mergulho. Um banco de areia permite na maré baixa longas caminhadas pela praia podendo conhecer o pequeno vilarejo de Moreré e suas barracas de palha e madeira. Essas barracas servem de ambiente rústico para o tradicional prato de moqueca de camarão com banana da terra, especialidade da região.

Moreré, a praia mais procurada em Boipeba

Moreré, a praia mais procurada em Boipeba

Depois de três dias de muita tranqüilidade, segui minha trip até a Cova da Onça, no extremo sul da ilha, para de lá tentar atravessar a baía até a Barra do Carvalho, já no continente. Foram 4 horas de mochilão pelo interior da ilha, passando por extensos cajueiros e vilarejos inóspitos como o Monte Alegre, onde vale a pena uma pausa para experimentar as castanhas fresquíssimas do seu Messias.

Filho de Messias, ajudando na colheita dos cajuzinhos

Filho de Messias, ajudando na colheita dos cajuzinhos

O povoado de Cova da Onça, também conhecido como São Sebastião, possui este nome devido à existência de uma gruta que até hoje protagoniza muitas histórias contadas pelos moradores. Corre a lenda que a gruta, chamada de cova da onça, serviu de esconderijo aos jesuítas quando foram atacados pelos índios durante a época da colonização. Haveria também um suposto túnel que ligaria a caverna até a Velha Boipeba, mais precisamente até o subsolo da Igreja do Divino Espírito Santo.

Sem ninguém ter certeza de nada, passei apenas uma noite no vilarejo para já no dia seguinte, bem cedo, pegar carona num barco pesqueiro até o continente. Meu objetivo era caminhar até a praia de Pratigi, onde aconteceria um dos maiores festivais de arte e cultura alternativa do mundo: o Universo Paralello.

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    • Jeferson: Olá Renata… gostaria de dar uma espiada nessas dicas de outros sites… vai passar por Curitiba na trip? bjoo
    • Renata Molina: Saindo em viagem pela America do Sul de mochila, carona e couchsurfing pelos proximos 5 meses. Gostei das suas dicas – para...
    • virginia: nasci no parana nao conheço,apenas por fotos e site.se alguem tiver fotos de rondon envie oara mim agradeço.bjs.
    • Eduardo araujo: Estou saindo amanhã, Jeferson. Na volta pretendo passar em curitiba…se descobrir algum lugar pra pouso me avise! hehehe...
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