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12 jun Energia e belas paisagens na Chapada dos Guimarães – MT

Vista da chapada pelo Morro do São Jerônimo

Depois de passar um feriado de Páscoa em casa, atolado de serviço, me programei com antecedência para abandonar o inverno antecipado de Curitiba. Queria ir para um lugar quente e interessante, mas qualquer opção para o litoral estava caro demais no feriado de Corpus Christi. Analisando os pontos colocados no mapa do site da Expedição, não tive dúvidas: vou para o Mato Grosso! Com muita sorte encontrei uma promoção da Gol para Curitiba – Cuiabá, me rendendo 4 dias de trip na Chapada dos Guimarães, sob um agradável Sol de 30º graus com noites frescas e imprevisíveis.

Parte da Chapada dos Guimarães está situada dentro do Parque Nacional de Chapada, zona de preservação nacional, circundada por um universo de cachoeiras, quedas d’água, cavernas, mirantes e rochas esculpidas pelo vento, formando figuras interessantes e que dão um ar mágico ao ambiente.

Véu de Noiva

Véu de Noiva

O local também está localizado no místico Paralelo 15 que, segundo esotéricos, passa por regiões que seriam beneficiadas energeticamente, onde de acordo com as profecias de Dom Bosco, nasceria a civilização perfeita. Outra lenda na região é sobre a existência de um buraco que permitiria a passagem de ondas cósmicas que normalmente não chegam à superfície. Isso possibilitaria às pessoas iniciadas um maior contato com seres de outras dimensões.

Além da parte sobrenatural, o maciço montanhoso da Chapada é o divisor de águas entre as Bacias Amazônica e do rio da Prata. A formação básica é o arenito, semelhante as rochas encontradas no Parque de Vila Velha, no Paraná, e por isso muito sensível a erosão do tempo e principalmente do homem.

A Igreja de Santana do Sacramento, na cidade de Chapada dos Guimarães

A Igreja de Santana do Sacramento, na cidade de Chapada dos Guimarães

Seu terreno sedimentar é um dos motivos do parque estar parcialmente aberto a visitação. Por causa do ambiente sensível a exploração turística, da falta de um plano de manejo e de recentes acidentes com turistas, apenas a contemplação do Véu da Noiva está aberto à visitação livre. Para fazer o Circuito das Cachoeiras, subir o Morro São Jerônimo e outros passeios, é necessário contratar um guia nas agências da cidade e respeitar um limite máximo de pessoas. Já a Cidade de Pedra, paisagem das escarpas da chapada com até 350 metros de queda livre, continua fechada.

O ponto de partida para conhecer a região é a simpática cidade que leva o nome de, adivinhem: Chapada dos Guimarães, a 70 km de Cuiabá. Da rodoviária da capital saem ônibus diários com freqüência e a passagem custa em torno de R$ 10. As atrações são distantes do centro, por isso o viajante independente terá que contar com o transporte das agências de turismo, moto-taxis ou a boa e velha carona.

Mirante do Centro Geodésico da América do Sul

Mirante do Centro Geodésico da América do Sul

Falando em carona, um fato muito triste ocorreu quando estava saindo do parque para pegar boléia até a cidade. Encontrei na rodovia um guia na mesma situação, com o braço e polegar esticado. Era “Seu Zé”, que se auto-intitulava um dos guias mais antigos da Chapada. Ele estava tomando água numa garrafinha plástica e quando terminou de beber, arremessou ela para o meio do mato. Isso a 500 metros da portaria e dos fiscais do parque. Um péssimo profissional que deveria ter sua carteirinha de guia caçada, a exemplo de outras profissões. Fique pensando depois que aquele senhor era o retrato de uma geração perdida, que destruiu com o planeta e agora sobrou para nós a dura missão de preservarmos o pouco que sobrou.

Na cidade de Chapada, devido a altitude de 900 metros, o clima pode mudar repentinamente no inverno. Foi o que aconteceu sábado, quando uma espessa neblina tomou conta do centro, além do frio e garoa. Era dia de feira na praça e aproveitei então para conseguir carona com um feirante até Campo Verde. De lá, segui para Jaciara, sugestão de destino colocada no site da Expedição, considerada terra dos esportes radicais do Mato Grosso.

Pessoal pronto para o rafting. Ao fundo, a cachoeira da fumaça

Pessoal pronto para o rafting. Ao fundo, a cachoeira da fumaça

Encravada no vale da Serra de São Vicente, Jaciara é uma cidade limpa e organizada com aproximadamente 30 mil habitantes. Suas atrações vão desde suas águas cristalinas e termais até formações de cachoeiras, cânions e esportes de aventura como rafting, rapel e arvorismo.

Logo que cheguei na cidade tive a sorte de conhecer a professora Nélida, que saiu do Uruguai muito cedo para conhecer o Brasil até se instalar em Jaciara para ajudar na educação das crianças e desenvolver o turismo na cidade. Sempre com sorriso no rosto, mas marcado por nunca abandonar seus nobres valores, dona Nélida é o tipo de pessoa que já faz valer a pena qualquer viagem. Com ela, combinei o rafting no dia seguinte que seria monitorado por um dos seus filhos.

E agora José?

E agora José?

Quem quer conhecer em pouco tempo um apanhado das belezas de Jaciara, o rafting é o programa perfeito. Com corredeiras que vão do nível 1 ao 6, (5 e 6 percorridos apenas por competidores), as águas do rio Tenente Amaral são carregadas de emoção e adrenalina. O rafting começa ao pé da Cachoeira da Fumaça e arrepia os marinheiros de primeira viagem. Ao todo são 2h30 de descida, em um rio com águas mornas e cristalinas, e alguns caldos cabulosos!

Assim foi mais um feriado com direito a banho na alma, agora pronto e energizado para voltar a terra das araucárias. Desculpem o texto corrido, mas só consegui um tempo para este blog porque retirei dois dentes sisos e fiquei de repouso forçado.

O que acham da Patagônia fim do ano? Estou convocando os aventureiros. Só comentar abaixo que mando os detalhes. Valeuuuu!!

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    • Jeferson: Olá mocinha.. estou curioso para conhecer suas histórias… quando tiver em Curitiba, me avise q vou tentar ajudar… já te...
    • Mz_Neeggaa: Oláa vii eesse SITE e ameeii sou de minas e vou pra sampa noo domingoo de manha tenho que estar la poor volta das 2 da tarde para uma...
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