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17 nov Chapada Diamantina – Rio de Contas

Sombra do Morro Pai Inácio, nos arredores de Lençóis

Sombra do Morro Pai Inácio, nos arredores de Lençóis

Capital brasileira do Ecoturismo! Assim é conhecida a Chapada Diamantina, região de esplanadas no alto de serras, encravada no coração do privilegiado estado da Bahia. Não é para menos. O parque abriga chapadões, rios e corredeiras de água avermelhada, cachoeiras, cavernas, grutas e poços de água transparente, características ideais para os praticantes deste segmento turístico. Suas condições favorecem a prática de diversos esportes de aventura como rapel, canyoning, escalada, mergulho, off road, montain bike, e principalmente trekking em suas trilhas com diferentes graus de dificuldade.

Com tantas qualidades, a região ganhou fama e hoje é invadida por milhares de turistas nacionais e principalmente estrangeiros. O local adotado para ser o portal de entrada da Chapada foi a histórica cidade de Lençóis, pipocada de agências de aventura e serviços para todos os tipos de visitantes. Maiorias das pessoas que hoje lá vivem vieram de fora para trabalhar com turismo, movimentando a cidade antes pacata e superlotando os atrativos naturais mais próximos de Lençóis. Nada que tire a beleza da imensa Chapada Diamantina que se estende além dos limites do Parque Nacional, guardando segredos e paisagens fascinantes, muitas ainda desconhecidas pelo grande público. Afinal, são quase 200 km de uma ponta a outra, que não podem ser desvendadas em uma única semana.

Para fugir do sistema turístico instalado em Lençóis, o mochileiro terá que ter disposição e tempo para encarar caronas (pois o transporte público na região é escasso) e visitar cada vilarejo onde estão localizadas as atrações. Uma experiência surpreendente que o levará a viajar na história do garimpo e do Brasil colonial, preservada nos traços da população de cada povoado.

RIO DE CONTAS

Rodovia Verde que dá acesso a Rio de Contas

Rodovia Verde que dá acesso a Rio de Contas

Perdida no extremo sul da Chapada Diamantina, a bela cidade baiana de Rio de Contas é o ponto de partida para uma fantástica viagem a essa região, que não consta nos roteiros turísticos de Lençóis e guarda as maiores riquezas da Chapada Diamantina em termos de história e cultura. Riqueza que em 2000 foi escolhido para ser palco das gravações do filme Abril Despedaçado, dirigido por Walter Salles.

O surgimento de Rio de Contas é curioso e trágico ao mesmo tempo. Em 1746, uma forte epidemia de febre amarela assolou a cidade vizinha de Livramento de Nossa Senhora, instalada no pé da serra. O governo local da época foi obrigado a remanejar toda a população para o topo da chapada, construindo então uma nova cidade, com ruas amplas o suficiente para que houvesse boa ventilação, evitando assim novas doenças. Era o nascimento de Rio de Contas, totalmente planejada num local onde a temperatura pode chegar a 6ºC no inverno em pleno sertão baiano!

Cidade de Rio de Contas

Cidade de Rio de Contas

Rico em ouro de aluvião, Rio de Contas viveu na segunda metade do século XVIII uma época de grande prosperidade econômica. Famílias tradicionais importavam da Europa peças de uso pessoal e decoração, ostentando riqueza e luxo. Numa celebração à abundância, pó de ouro era lançado nos Imperadores e Rainhas durante as procissões da festa do Divino Espírito Santo. São desta época os casarões em estilo colonial, hoje tombados pelo patrimônio histórico. A cidade chegou a ser a segunda vila mais importante da Bahia, até que…

Toda esta prosperidade desapareceu por volta do ano de 1800 com a escassez do ouro, agravando-se ainda mais com a descoberta de diamantes em outras regiões da Chapada Diamantina. Grande parte da população de Rio de Contas transferiu-se para Mucugê em busca de novas riquezas. A cidade aos poucos foi ficando praticamente abandonada, sobrando o artesanato como a principal atividade econômica.

Boi morto em uma das trilhas da região

Boi morto em uma das trilhas da região

Atualmente o turismo começa a movimentar a cidade, principalmente na época de grandes festas como o Carnaval. Em 2000, Rio de Contas foi cenário das gravações do filme Abril Despedaçado, dirigido por Walter Salles, atraindo a atenção da mídia. O viajante que chega a pé ou de carro, se encanta com o pico das Almas, um dos pontos mais altos da Bahia, a cachoeira do Fraga, a ponte do Coronel, a Estrada Real e o povoado de Mato Grosso, com suas flores e hortaliças.

As ruas do município são largas e floridas, ladeadas por mais de 400 casas centenárias de belas fachadas, formam um belíssimo conjunto arquitetônico colonial. Destacam-se os prédios do Paço Municipal, a antiga Casa de Câmara e Cadeia – onde funciona atualmente o Fórum – as igrejas de N.S. Santana e do Santíssimo Sacramento, a antiga Casa de Fundição, o teatro São Carlos, construído em 1892 (único da chapada) e o Arquivo Público – onde estão guardados valiosos documentos que fazem parte da história da Bahia.

Vista da Estrada Real que passa pela Cachoeira do Brumado

Vista da Estrada Real que passa pela Cachoeira do Brumado

Pouca gente sabe, mas a famosa Estrada Real também passava por Rio de Contas. Era conhecido como o “descaminho”, utilizada pelos colonos que queriam fugir da fiscalização que existia nos caminhos de Minas e do Rio de Janeiro. Infelizmente, o projeto turístico da Estrada Real não contemplou o caminho da Bahia, distorcendo parte da verdadeira história brasileira. Na região de Rio de Contas, ainda restam 6 km do caminho original que passa ao lado da incrível cachoeira do Brumado, com 80 metros de altura, até chegar na cidade de Livramento de Nossa Senhora. Imperdível!

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    • Jeferson: Olá Renata… gostaria de dar uma espiada nessas dicas de outros sites… vai passar por Curitiba na trip? bjoo
    • Renata Molina: Saindo em viagem pela America do Sul de mochila, carona e couchsurfing pelos proximos 5 meses. Gostei das suas dicas – para...
    • virginia: nasci no parana nao conheço,apenas por fotos e site.se alguem tiver fotos de rondon envie oara mim agradeço.bjs.
    • Eduardo araujo: Estou saindo amanhã, Jeferson. Na volta pretendo passar em curitiba…se descobrir algum lugar pra pouso me avise! hehehe...
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