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19 dez Chapada Diamantina – Igatu

Rampa do Caim

Rampa do Caim

Tocas de pedra, ruínas, cavernas e espantalhos. O cenário é de uma cidade destruída e abandonada. Quem visita Igatu, antes conhecida como Xique-Xique, logo imagina ser a Machu Picchu brasileira. Fundada entre 1800 e 1840, a vila histórica foi repouso dos garimpeiros que aproveitavam as pedras abundantes no local para fechar as tocas naturais transformando-as em moradias. Eram os verdadeiros homens das cavernas.

Toca de pedra, moradia de garimpeiros

Toca de pedra, moradia de garimpeiros

A história se repete. O garimpo entrou em decadência e todo mundo foi embora. Hoje, Igatu é apenas um distrito da cidade de Andaraí. Vivem por ali mais ou menos 400 pessoas num cenário estranhamente belo e bucólico. Por estar dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o turismo vem se firmando como principal fonte de renda da população. Na casa do famoso seu Amarildo, por exemplo, os turistas ficam sabendo de toda a história de Igatu contada em revistinhas escritas por ele à mão. Amarildo também vende doces e coleciona fotos e artigos relacionados a “Xuxa”. Não é a toa que já fora entrevistado até pelo jornalista Mauricio Kubrusly, em um de seus quadros no Fantástico.

Paisagem de Igatu

Paisagem de Igatu

Além de personagens curiosos, Igatu reserva uma natureza exótica e paisagens naturais de tirar o fôlego. Vale a pena encarar duas horas de caminhada para deslumbrar a monumental Rampa do Caim, um mirante onde de um lado avista-se a paisagem do Vale do Paty e do outro, o cânion do Rio Paraguaçu.

Companhia na caroninha pra Andaraí

Companhia na caroninha pra Andaraí

Outra atração bacana é a antiga trilha de garimpeiros (11 km) que segue em direção a Andaraí, podendo ser feita de bike ou a pé por três horas. Quem quiser sair de Igatu sem suar muito, terá que acordar cedo para pegar o ônibus escolar (único transporte público da região) ou se arriscar em imprevisíveis caronas. Como eu não queria passar a noite por ali, só me restou encarar a caçamba da caminhonete de um comerciante local que estava preste a partir para Andaraí. “Você se importa em ter companhia?” perguntou o motorista. Falei que não e junto comigo subiu um cão labrador enorme, com cara de poucos amigos…

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