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	<title>Carona Interativa &#187; Bahia</title>
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	<description>Um blog sobre viagens, turismo e aventura que irá promover a prática da carona e resgatar o humanismo entre as pessoas</description>
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		<title>Chapada Diamantina – Lençóis e o Vale do Capão</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 20:13:30 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caro leitor, agora que você já conheceu um pouquinho mais sobre os vilarejos da Chapada Diamantina (Rio de Contas, Ibicoara, Mucugê, Igatu), creio que está preparado para continuar essa incrível viagem pelo coração da Bahia sem medo de ser enganado ou de gastar uma grana preta com passeios enlatados na cidade de Lençóis. Se estou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_325" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-325" title="Casario colonial de Lençóis" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lencois1.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Casario colonial de Lençóis</p></div>
<p>Caro leitor, agora que você já conheceu um pouquinho mais sobre os vilarejos da Chapada Diamantina (<a href="http://www.caronainterativa.com.br/chapada-diamantina-rio-de-contas/" target="_blank">Rio de Contas</a>, <a href="http://www.caronainterativa.com.br/chapada-diamantina-ibicoara/" target="_blank">Ibicoara</a>, <a href="http://www.caronainterativa.com.br/chapada-diamantina-mucuge/" target="_blank">Mucugê</a>, <a href="http://www.caronainterativa.com.br/chapada-diamantina-igatu/" target="_blank">Igatu</a>), creio que está preparado para continuar essa incrível viagem pelo coração da Bahia sem medo de ser enganado ou de gastar uma grana preta com passeios enlatados na cidade de Lençóis. Se estou certo, vamos nessa!</p>
<p>A “capital” da Chapada oferece ao visitante uma boa infra-estrutura de pousadas, restaurantes, agências de turismo e aventura, mas também não abandona seu passado. Os principais casarões foram reformados com cuidado e hoje abrigam grande quantidade de lojas, botequins e ateliês. Em meio a sua arquitetura colonial preservada, não é difícil imaginar os donos de garimpo de antigamente, com seus ternos brancos circulando pelas ruas estreitas em frente as casas simples e coloridas. <span id="more-323"></span></p>
<div id="attachment_326" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-326" title="Galerinha em cima do Morro do Pai Inácio" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lencois2.jpg" alt="" width="500" height="366" /><p class="wp-caption-text">Galerinha em cima do Morro do Pai Inácio</p></div>
<p>Esse encantamento da cidade, aliada as belezas naturais da região, provocaram a multiplicação dos visitantes sem um controle adequado (principalmente feriados e épocas de temporada) congestionando os passeios mais próximos do centro como o Ribeirão do Meio, a Cachoeirinha ou o Sossego. Outras atrações como Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio, Gruta da Lapa Doce e Pratinha também sofrem com o excesso de turistas, pois são oferecidos em pacotes de um dia por várias agências. O pacotão sai em média 50 reais e é uma opção econômica para o viajante sem transporte próprio.</p>
<p>Quem gosta de esportes radicais e possui uma verba extra para torrar, Lençóis oferece rapel e tirolesa no Poço do Diabo, bungee jump na Gruta do Lapão, canoagem no Marimbus (Pantanal da Chapada), bikecross até o Morro do Pai Inácio e diversos outros esportes bacanas. Mas a atividade mais procurada pelos viajantes mochileiros é o trekking!</p>
<div id="attachment_327" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-327" title="Cânion da cachoeira da Fumaça" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lencois3.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cânion da cachoeira da Fumaça</p></div>
<p>Um dos trekkings mais famosos do Brasil é a trilha da cachoeira da Fumaça por baixo. São três dias de caminhada forte (o último é o mais desgastante por causa da íngreme subida do cânion), sendo necessária a companhia de um guia. A recompensa para quem atinge o topo da cachoeira é um cenário deslumbrante. A água do pequeno riacho que nasce em cima do platô cai de uma altura imponente, se dissipando com o vento numa fina névoa que desaparece bem antes de alcançar o chão, 340 metros abaixo.</p>
<p>Próximo à cachoeira da Fumaça, descendo o outro lado do morro, fica o povoado de Caeté Açu, mais conhecido como Vale do Capão. A primeira impressão que se tem do Capão é a de um lugar saído dos contos de fadas, onde duendes e gnomos se misturam a privilegiados mortais em busca do equilíbrio com a natureza. A diferença com outros locais da Chapada está no conceito desenvolvido há mais de duas décadas pelas comunidades alternativas que se instalaram no Capão em busca de uma vida mais natural e focada na espiritualidade.</p>
<div id="attachment_324" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-324" title="Aulas de circo no vale do Capão" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2010/01/lencois4.jpg" alt="" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Aulas de circo no vale do Capão</p></div>
<p>Uma pena que boa parte dos mochileiros que chegam no Capão mal visitam o vilarejo, pois esses estão mais interessados em fazer a travessia do Vale do Paty. Quem tiver a oportunidade de se hospedar no Capão, vai conhecer pessoas de diferentes partes do mundo reunidas em torno de um estilo de vida voltado ao desenvolvimento humano e ao respeito à natureza. Atividades como circo, dança, teatro, banhos nus, cultivo de ervas medicinais e aquele friozinho à noite, fazem do Capão e da região da Chapada Diamantina um dos destinos turísticos mais incríveis do país!</p>
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		<title>Chapada Diamantina – Igatu</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 17:48:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Tocas de pedra, ruínas, cavernas e espantalhos. O cenário é de uma cidade destruída e abandonada. Quem visita Igatu, antes conhecida como Xique-Xique, logo imagina ser a Machu Picchu brasileira. Fundada entre 1800 e 1840, a vila histórica foi repouso dos garimpeiros que aproveitavam as pedras abundantes no local para fechar as tocas naturais transformando-as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_313" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-313" title="Rampa do Caim" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igatu1.jpg" alt="Rampa do Caim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Rampa do Caim</p></div>
<p>Tocas de pedra, ruínas, cavernas e espantalhos. O cenário é de uma cidade destruída e abandonada. Quem visita Igatu, antes conhecida como Xique-Xique, logo imagina ser a Machu Picchu brasileira. Fundada entre 1800 e 1840, a vila histórica foi repouso dos garimpeiros que aproveitavam as pedras abundantes no local para fechar as tocas naturais transformando-as em moradias. Eram os verdadeiros homens das cavernas. <span id="more-311"></span></p>
<div id="attachment_314" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-314" title="Toca de pedra, moradia de garimpeiros" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igatu2.jpg" alt="Toca de pedra, moradia de garimpeiros" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Toca de pedra, moradia de garimpeiros</p></div>
<p>A história se repete. O garimpo entrou em decadência e todo mundo foi embora. Hoje, Igatu é apenas um distrito da cidade de Andaraí. Vivem por ali mais ou menos 400 pessoas num cenário estranhamente belo e bucólico. Por estar dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, o turismo vem se firmando como principal fonte de renda da população. Na casa do famoso seu Amarildo, por exemplo, os turistas ficam sabendo de toda a história de Igatu contada em revistinhas escritas por ele à mão. Amarildo também vende doces e coleciona fotos e artigos relacionados a “Xuxa”. Não é a toa que já fora entrevistado até pelo jornalista Mauricio Kubrusly, em um de seus quadros no Fantástico.</p>
<div id="attachment_315" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-315" title="Paisagem de Igatu" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igatu3.jpg" alt="Paisagem de Igatu" width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">Paisagem de Igatu</p></div>
<p>Além de personagens curiosos, Igatu reserva uma natureza exótica e paisagens naturais de tirar o fôlego. Vale a pena encarar duas horas de caminhada para deslumbrar a monumental Rampa do Caim, um mirante onde de um lado avista-se a paisagem do Vale do Paty e do outro, o cânion do Rio Paraguaçu.</p>
<div id="attachment_312" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-312" title="Companhia na caroninha pra Andaraí" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/12/igatu5.jpg" alt="Companhia na caroninha pra Andaraí" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Companhia na caroninha pra Andaraí</p></div>
<p>Outra atração bacana é a antiga trilha de garimpeiros (11 km) que segue em direção a Andaraí, podendo ser feita de bike ou a pé por três horas. Quem quiser sair de Igatu sem suar muito, terá que acordar cedo para pegar o ônibus escolar (único transporte público da região) ou se arriscar em imprevisíveis caronas. Como eu não queria passar a noite por ali, só me restou encarar a caçamba da caminhonete de um comerciante local que estava preste a partir para Andaraí. “Você se importa em ter companhia?” perguntou o motorista. Falei que não e junto comigo subiu um cão labrador enorme, com cara de poucos amigos&#8230;</p>
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		<title>Chapada Diamantina &#8211; Mucugê</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 17:28:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Diamante! Mineral monométrico, carbono puro, a mais dura e brilhante das pedras preciosas. Sem ele, a simpática Mucugê e tantas outras vilas e cidades da Chapada Diamantina não teriam surgido. Antes, a chamada terra prometida era vagamente povoada, dominada pelos índios Maracás que respondiam com violência à chegada de estranhos. Porém, em 1844, com anúncio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_305" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-305" title="Centrinho de Mucugê" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge1.jpg" alt="Centrinho de Mucugê" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Centrinho de Mucugê</p></div>
<p>Diamante! Mineral monométrico, carbono puro, a mais dura e brilhante das pedras preciosas. Sem ele, a simpática Mucugê e tantas outras vilas e cidades da Chapada Diamantina não teriam surgido. Antes, a chamada terra prometida era vagamente povoada, dominada pelos índios Maracás que respondiam com violência à chegada de estranhos. Porém, em 1844, com anúncio da descoberta de diamantes próximo ao rio Mucugê, a população itinerante que explorava o Brasil atrás de riquezas tomou conta da região: comerciantes, colonos, jesuítas, contrabandistas e estrangeiros se espalhavam em vilas marcadas pela falta de leis e autoridades oficiais. <span id="more-303"></span></p>
<div id="attachment_306" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-306" title="Sempre-Viva" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge2.jpg" alt="Sempre-Viva" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Sempre-Viva</p></div>
<p>O diamante logo desapareceu obrigando as poucas famílias que resistiram a se dedicarem na criação de gado e no cultivo de cereais. Mais tarde, iniciou-se a exploração dos campos de Sempre-Viva, planta com mais de 400 variações encontrada com facilidade no cerrado da Chapada. Exportada em grandes quantidades para Europa como adorno natural, chegou estar ameaçada de extinção. Atualmente, a prefeitura de Mucugê mantém dentro de uma área de preservação o Projeto Sempre-Viva, que tem objetivo de regulamentar sua exploração aliando pesquisa, ecoturismo e geração de empregos.</p>
<p>Desde 1980, Mucugê é considerado patrimônio da humanidade devido ao seu valor arquitetônico colonial diferenciado e sabiamente preservado. Um passeio pelas ruas do município revela o casario neoclássico e neogótico do século 19, a exemplo do Cemitério Bizantino, encravado no morro do Mirante do Cruzeiro. Além da sede do Projeto Sempre-Viva, a cidade reserva ao viajante independente diversas atrações naturais como a Cachoeira Três Barras, Cachoeira dos Cristais e os poços conhecidos como Mar da Espanha e Sibéria. Vale a pena conhecer as cachoeiras com suas pedras dispostas em camadas, formando uma escadaria natural até o topo delas.</p>
<div id="attachment_307" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-307" title="Cachoeira dos Cristais" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge3.jpg" alt="Cachoeira dos Cristais" width="400" height="554" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira dos Cristais</p></div>
<p>Para conferir os incríveis poços Azul e Encantado sem que precise encarar os onerosos passeios oferecidos em Lençóis, Mucugê acaba sendo o melhor ponto de carona para o viajante independente. Comece pesquisando nas pousadas se algum turista possui passeios agendados e tente combinar uma carona antes. Na pior das hipóteses, o trevo da cidade é garantia de carona certa, mas você terá que fazer algumas conexões ou caminhar bastante. Aventura a vista!</p>
<div id="attachment_308" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-308" title="Caroninha básica em Mucugê" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge4.jpg" alt="Caroninha básica em Mucugê" width="500" height="359" /><p class="wp-caption-text">Caroninha básica em Mucugê</p></div>
<p>De carona com um casal de Minas, fui conhecer o famoso Poço Encantado, localizado no município de Itaetê. Com 50 metros de profundidade, o poço chama atenção pela cor da água azulada, intensa e transparente, mas são os raios de Sol que, por meio de uma clarabóia natural, se transformam em protagonistas do espetáculo. Ao transpor a rocha, a luz solar se torna uma flecha iluminada que resplandece toda a magia do lugar. Como em qualquer show, há data e horário marcado para sua contemplação. Recomenda-se visitar o poço no inverno, das 9h30 às 14h, horário e época em que o Sol atinge o ângulo necessário para entrar na caverna.</p>
<div id="attachment_304" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-304" title="Poço Azul (crédito da foto: Alex Uchoa)" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/mucuge5.jpg" alt="Poço Azul (crédito da foto: Alex Uchoa)" width="500" height="332" /><p class="wp-caption-text">Poço Azul (crédito da foto: Alex Uchoa)</p></div>
<p>Localizado num sítio em Nova Redenção, próximo das nascentes do Rio Paraguaçu, o Poço Azul se diferencia por permitir o mergulho livre no local. Poder enxergar as formações rochosas submersas com extrema nitidez, apesar da grande profundidade (varia de 3,5 m a 16 m), chega a causar uma espécie de “vertigem” nos visitantes. Dentro d’água, um festival de cores e reflexos transbordava beleza em todos os espectadores, revelando em mim uma imensa vontade de registrar e compartilhar aquela experiência. Talvez porque tinha acabado de achar mais um diamante na Chapada Diamantina.</p>
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		<title>Chapada Diamantina &#8211; Ibicoara</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 22:18:07 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Um dos grandes problemas para quem quiser conhecer a Chapada é a sua dificuldade de transporte entre as pequenas cidades. Quem vai de carro próprio se aborrece com as péssimas condições das estradas, bombardeadas por buracos ou sem asfalto. Já quem chega de ônibus, deve ter paciência e tempo de sobra para esperar as linhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_298" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-298" title="Chegando na região de Ibicoara" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ibicoara1.jpg" alt="Chegando na região de Ibicoara" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Chegando na região de Ibicoara</p></div>
<p>Um dos grandes problemas para quem quiser conhecer a Chapada é a sua dificuldade de transporte entre as pequenas cidades. Quem vai de carro próprio se aborrece com as péssimas condições das estradas, bombardeadas por buracos ou sem asfalto. Já quem chega de ônibus, deve ter paciência e tempo de sobra para esperar as linhas que vêm de muito longe e nem sempre diariamente. Para o viajante mais aventureiro, a melhor opção continua sendo, é claro, a carona! <span id="more-296"></span></p>
<p>Entre Rio de Contas e Ibicoara o cenário é típico do sertão baiano: terra seca e pedregosa, pequenos arbustos retorcidos, cactos, bodes e solidão. Durante minha passagem pela região, o único veículo que encontrei capaz de cruzar esse ambiente árido e hostil foi um caminhão que entregava botijões de gás a cada 15 dias pelos povoados. Além da carona, prestei ajuda ao motorista na distribuição dos botijões. Afinal, se não fosse ele, estaria ainda fritando no meio daquele deserto.</p>
<div id="attachment_299" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-299" title="Chapadões em forma de asa de águia" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ibicoara2.jpg" alt="Chapadões em forma de asa de águia" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Chapadões em forma de asa de águia</p></div>
<p>Meu objetivo em Ibicoara era conhecer a badalada Cachoeira do Buracão e a selvagem Cachoeira da Fumacinha. Para chegar na primeira, é obrigatória a presença de um guia, que cobra mais ou menos 40 reais pelo grupo de até 5 pessoas. Para quem está sem locomoção, a dica é acordar cedo e esperar na Associação de Condutores algum turista motorizado aparecer. Se o carro não estiver cheio e você for uma pessoa simpática é só propor para rachar as despesas com o guia e pegar carona no passeio de terceiros.</p>
<div id="attachment_297" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-297" title="Campo Redondo" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ibicoara5.jpg" alt="Campo Redondo" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Campo Redondo</p></div>
<p>Apesar de tantas belezas, Ibicoara ainda está despontando para o turismo. Os visitantes que chegam se contentam apenas com os passeios de bate-volta das excursões de Lençóis. Falta infra-estrutura para a cidade. Até pouco tempo Internet, por exemplo, só existia na casa do filho do prefeito, que me ajudou a descarregar umas fotos da minha câmera. Em compensação, longe dos preços turísticos, pude negociar hospedagem em um quarto privativo numa pousada simples por módicos 7 reais a diária!</p>
<p>O centro da cidade é contornado por imensos chapadões, formando bonitas imagens como a de uma águia com as asas abertas. Atrás das montanhas fica a região conhecida como Campo Redondo, lugar místico onde vivem diversas comunidades alternativas e ufólogos que acreditam ser local de aterrissagem de seres extraterrestres. Uma dessas comunidades é o Centro de Vivência Pequena Ashtaria que propõem programas que estimulam comportamentos positivos pregando equilíbrio, harmonia, beleza, cultura, lazer e saúde, além de uma boa cozinha lacto-vegetariana.</p>
<p>A região de Campo Redondo é também local de passagem para a galera que visa conhecer a Cachoeira do Buracão, uma das mais bonitas do país. É necessário percorrer uma trilha de uma hora pela margem direita do Rio Riachão até alcançar o mirante da cachoeira, que literalmente despenca a 60 metros dentro de um cânion fechado como se fosse um buraco. Para chegar ao pé da queda, o viajante precisa se pendurar nos lisos paredões ou nadar contra a correnteza nas águas geladas do cânion. Um espetáculo único, como se a natureza tivesse criado um templo só para a cachoeira.</p>
<div id="attachment_300" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-300" title="Cachoeira do Buracão" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/ibicoara3.jpg" alt="Cachoeira do Buracão" width="500" height="329" /><p class="wp-caption-text">Cachoeira do Buracão</p></div>
<p>Ofuscada pelo Buracão, Ibicoara esconde seu maior segredo, já que nem todos os guias a conhecem: a Cachoeira da Fumacinha. Entre o encontro de duas montanhas, surge um paredão de 250 metros de altura onde desembocam os três saltos da Fumacinha, sendo o último uma queda de 90 metros dentro cânion semelhante a uma caverna. Surreal!! Há duas maneiras de chegar até lá: uma é seguir de carro até o povoado de Baixão e depois encarar uma trilha pesada de 4 horas subindo o leito do rio Riachão; e outra é partindo da cidade de Mucugê, fazendo trekking pela Longa Trilha por 3 dias, atingindo no final a cachoeira por cima. Mesmo sendo uma atração pouco conhecida, é altamente recomendada a presença de um guia, principalmente na época de chuvas. Uma tromba d’água dentro do cânion da cachoeira pode ser fatal!</p>
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		<title>Chapada Diamantina – Rio de Contas</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 15:39:44 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Capital brasileira do Ecoturismo! Assim é conhecida a Chapada Diamantina, região de esplanadas no alto de serras, encravada no coração do privilegiado estado da Bahia. Não é para menos. O parque abriga chapadões, rios e corredeiras de água avermelhada, cachoeiras, cavernas, grutas e poços de água transparente, características ideais para os praticantes deste segmento turístico. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_290" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-290" title="Sombra do Morro Pai Inácio, nos arredores de Lençóis" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas2.jpg" alt="Sombra do Morro Pai Inácio, nos arredores de Lençóis" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Sombra do Morro Pai Inácio, nos arredores de Lençóis</p></div>
<p>Capital brasileira do Ecoturismo! Assim é conhecida a Chapada Diamantina, região de esplanadas no alto de serras, encravada no coração do privilegiado estado da Bahia. Não é para menos. O parque abriga chapadões, rios e corredeiras de água avermelhada, cachoeiras, cavernas, grutas e poços de água transparente, características ideais para os praticantes deste segmento turístico. Suas condições favorecem a prática de diversos esportes de aventura como rapel, canyoning, escalada, mergulho, off road, montain bike, e principalmente trekking em suas trilhas com diferentes graus de dificuldade. <span id="more-287"></span></p>
<p>Com tantas qualidades, a região ganhou fama e hoje é invadida por milhares de turistas nacionais e principalmente estrangeiros. O local adotado para ser o portal de entrada da Chapada foi a histórica cidade de Lençóis, pipocada de agências de aventura e serviços para todos os tipos de visitantes. Maiorias das pessoas que hoje lá vivem vieram de fora para trabalhar com turismo, movimentando a cidade antes pacata e superlotando os atrativos naturais mais próximos de Lençóis. Nada que tire a beleza da imensa Chapada Diamantina que se estende além dos limites do Parque Nacional, guardando segredos e paisagens fascinantes, muitas ainda desconhecidas pelo grande público. Afinal, são quase 200 km de uma ponta a outra, que não podem ser desvendadas em uma única semana.</p>
<p>Para fugir do sistema turístico instalado em Lençóis, o mochileiro terá que ter disposição e tempo para encarar caronas (pois o transporte público na região é escasso) e visitar cada vilarejo onde estão localizadas as atrações. Uma experiência surpreendente que o levará a viajar na história do garimpo e do Brasil colonial, preservada nos traços da população de cada povoado.</p>
<p><strong>RIO DE CONTAS</strong></p>
<div id="attachment_289" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-289" title="Rodovia Verde que dá acesso a Rio de Contas" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas1.jpg" alt="Rodovia Verde que dá acesso a Rio de Contas" width="400" height="500" /><p class="wp-caption-text">Rodovia Verde que dá acesso a Rio de Contas</p></div>
<p>Perdida no extremo sul da Chapada Diamantina, a bela cidade baiana de Rio de Contas é o ponto de partida para uma fantástica viagem a essa região, que não consta nos roteiros turísticos de Lençóis e guarda as maiores riquezas da Chapada Diamantina em termos de história e cultura. Riqueza que em 2000 foi escolhido para ser palco das gravações do filme Abril Despedaçado, dirigido por Walter Salles.</p>
<p>O surgimento de Rio de Contas é curioso e trágico ao mesmo tempo. Em 1746, uma forte epidemia de febre amarela assolou a cidade vizinha de Livramento de Nossa Senhora, instalada no pé da serra. O governo local da época foi obrigado a remanejar toda a população para o topo da chapada, construindo então uma nova cidade, com ruas amplas o suficiente para que houvesse boa ventilação, evitando assim novas doenças. Era o nascimento de Rio de Contas, totalmente planejada num local onde a temperatura pode chegar a 6ºC no inverno em pleno sertão baiano!</p>
<div id="attachment_291" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-291" title="Cidade de Rio de Contas" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas3.jpg" alt="Cidade de Rio de Contas" width="500" height="299" /><p class="wp-caption-text">Cidade de Rio de Contas</p></div>
<p>Rico em ouro de aluvião, Rio de Contas viveu na segunda metade do século XVIII uma época de grande prosperidade econômica. Famílias tradicionais importavam da Europa peças de uso pessoal e decoração, ostentando riqueza e luxo. Numa celebração à abundância, pó de ouro era lançado nos Imperadores e Rainhas durante as procissões da festa do Divino Espírito Santo. São desta época os casarões em estilo colonial, hoje tombados pelo patrimônio histórico. A cidade chegou a ser a segunda vila mais importante da Bahia, até que&#8230;</p>
<p>Toda esta prosperidade desapareceu por volta do ano de 1800 com a escassez do ouro, agravando-se ainda mais com a descoberta de diamantes em outras regiões da Chapada Diamantina. Grande parte da população de Rio de Contas transferiu-se para Mucugê em busca de novas riquezas. A cidade aos poucos foi ficando praticamente abandonada, sobrando o artesanato como a principal atividade econômica.</p>
<div id="attachment_292" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-292" title="Boi morto em uma das trilhas da região" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas4.jpg" alt="Boi morto em uma das trilhas da região" width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">Boi morto em uma das trilhas da região</p></div>
<p>Atualmente o turismo começa a movimentar a cidade, principalmente na época de grandes festas como o Carnaval. Em 2000, Rio de Contas foi cenário das gravações do filme Abril Despedaçado, dirigido por Walter Salles, atraindo a atenção da mídia. O viajante que chega a pé ou de carro, se encanta com o pico das Almas, um dos pontos mais altos da Bahia, a cachoeira do Fraga, a ponte do Coronel, a Estrada Real e o povoado de Mato Grosso, com suas flores e hortaliças.</p>
<p>As ruas do município são largas e floridas, ladeadas por mais de 400 casas centenárias de belas fachadas, formam um belíssimo conjunto arquitetônico colonial. Destacam-se os prédios do Paço Municipal, a antiga Casa de Câmara e Cadeia &#8211; onde funciona atualmente o Fórum &#8211; as igrejas de N.S. Santana e do Santíssimo Sacramento, a antiga Casa de Fundição, o teatro São Carlos, construído em 1892 (único da chapada) e o Arquivo Público &#8211; onde estão guardados valiosos documentos que fazem parte da história da Bahia.</p>
<div id="attachment_288" class="wp-caption alignnone" style="width: 432px"><img class="size-full wp-image-288" title="Vista da Estrada Real que passa pela Cachoeira do Brumado" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/11/riodecontas5.jpg" alt="Vista da Estrada Real que passa pela Cachoeira do Brumado" width="422" height="500" /><p class="wp-caption-text">Vista da Estrada Real que passa pela Cachoeira do Brumado</p></div>
<p>Pouca gente sabe, mas a famosa Estrada Real também passava por Rio de Contas. Era conhecido como o “descaminho”, utilizada pelos colonos que queriam fugir da fiscalização que existia nos caminhos de Minas e do Rio de Janeiro. Infelizmente, o projeto turístico da Estrada Real não contemplou o caminho da Bahia, distorcendo parte da verdadeira história brasileira. Na região de Rio de Contas, ainda restam 6 km do caminho original que passa ao lado da incrível cachoeira do Brumado, com 80 metros de altura, até chegar na cidade de Livramento de Nossa Senhora. Imperdível!</p>
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		<title>Lindas praias e badalação em Itacaré</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 15:27:39 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_269" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-269" title="De carona na caçamba, ainda limpinho" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/10/itacare1.jpg" alt="De carona na caçamba, ainda limpinho" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">De carona na caçamba, ainda limpinho</p></div>
<p>Comendo poeira! Literalmente foi isso que aconteceu quando aceitei carona na caçamba de uma caminhonete até a nova estrada que promete ligar Camamu a Itacaré, na Bahia. Foram 40 km de estrada de chão seco, a ponto de eu ficar todo pintado de poeira. Como a ponte sob o Rio de Contas ainda não está pronta, fui obrigado a descolar outra carona até ao local indicado onde pegaria uma balsa. Sobrou para um simpático casal do Rio de Janeiro que não se importou em receber um saco de poeira dentro do carro. Quando chegamos na balsa, não resisti e dei um delicioso mergulho no rio. Era meu batismo de retorno a Itacaré depois de 5 anos desde a minha primeira visita. <span id="more-267"></span></p>
<div id="attachment_271" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-271" title="Rio de Contas, em Itacaré" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/10/itacare3.jpg" alt="Rio de Contas, em Itacaré" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Rio de Contas, em Itacaré</p></div>
<p>Não há duvidas que Itacaré explodiu para o turismo. O lugar antes roots, pico de surfistas e alternativos, hoje atrai muitos riquinhos do sudeste, gringos e turistas de alto padrão. Passei num albergue no centro para ver as diárias e quase caí para trás: 140 reais! Tá certo que era primeira semana de janeiro, altíssima temporada, mas mesmo assim tudo estava muito valorizado na cidade. Como não rolou aquela caminha gostosa, tive que me contentar em ficar no Camping Tropical, bem localizado na Pituba, por 10 reais a diária.</p>
<div id="attachment_270" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-270" title="Pituba a noite" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/10/itacare2.jpg" alt="Pituba a noite" width="500" height="327" /><p class="wp-caption-text">Pituba a noite</p></div>
<p>Na Pituba, point de bons restaurantes, baladas, lojinhas bacanas e barracas de caipifrutas. O aquece da noite acontece pelos bares da rua principal, se arrastando na madrugada para as baladas da orla e da praia da Concha. Em frente ao meu camping ficava o <a href="http://www.flickr.com/photos/11209649@N06/sets/72157601328365199/" target="_blank">Favela Coffee Shop</a>, barzinho onde eu batia cartão todas as noites, sempre ao som de funk e black music, um alívio para desintoxicar os ouvidos do pagodão baiano. Depois da noitada, um dos maiores espetáculos da galera é acompanhar a enorme bola de fogo saindo das águas do mar. Nessa hora, todos os santos da Bahia parecem amanhecer na praia.</p>
<p>Para conhecer todas as praias da região sem abrir mão da badalação tive que sacrificar minhas horas de sono e colocar a faca nos dentes. Foram 5 dias de trilhas, caronas, perrengues, garotas e bebedeiras, sem tempo para descansar:</p>
<p><strong>Praia da Concha</strong><br />
Localizada ao lado do centro da cidade é a praia com a maior infra-estrutura de Itacaré. Várias cabanas servem bebidas e tira-gostos para a turistada brega. Possui águas calmas com areia grossa e escura. Praia dos farofas, famílias e crianças.</p>
<p><strong>Resende</strong><br />
Pequena enseada com imensos coqueiros, pouca areia, piscinas naturais e ondas boas para surfar. O acesso se faz a pé por uma pequena trilha que sai da rua principal.</p>
<p><strong>Tiririca</strong><br />
Com ondas fortes, a Praia da Tiririca é freqüentada o ano inteiro pela galera do surf. É considerado o melhor pico de ondas da Bahia. Por ser de fácil acesso, vive movimentado e atraente.</p>
<p><strong>Costa</strong><br />
Localizada entre a Tiririca e a Ribeira, a Praia do Costa é pouco freqüentada em razão das fortes correntezas para banho. Um grande restaurante panorâmico domina parte da praia.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Qb897grZHiY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/Qb897grZHiY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Ribeira</strong><br />
Belíssima praia cercada pela Mata Atlântica. Um riacho desce da serra formando cachoeiras e uma piscina de água doce. É a última praia acessível de carro pelo Caminho das Praias. Possui estacionamento e restaurante. Logo na entrada, inicia-se a trilha para a Prainha e para um parque de aventuras com arvorismo e tirolesa.</p>
<div id="attachment_272" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-272" title="Prainha em dias de agitação" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/10/itacare4.jpg" alt="Prainha em dias de agitação" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Prainha em dias de agitação</p></div>
<p><strong>Prainha</strong><br />
Após 1 hora de caminhada partindo do centro de Itacaré, surge o cartão postal mais famoso da cidade. A enseada da Prainha tem uma forma absolutamente simétrica, com dois morros verdes ao norte e ao sul, e um belíssimo coqueral junto à areia. O lugar se tornou ainda mais perfeito quando descobri no meio do mato uma taquara comprida que me proporcionou catar vários cocos! Sombra e água fresca no paraíso.</p>
<p><strong>São José</strong><br />
Linda praia com ondas fortes, areia branca e muitos coqueiros. Fica numa área de proteção ambiental, dentro do complexo imobiliário Villas de São José. Ao lado está localizado o <a href="http://www.ier.com.br/pt/" target="_blank">Itacaré Eco Resort</a>, lugar muito bonito que me fez abrir a mão e almoçar por ali mesmo.</p>
<div id="attachment_268" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-268" title="Jeribucaçu" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/10/itacare7.jpg" alt="Jeribucaçu" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Jeribucaçu</p></div>
<p><strong>Jeribucaçu</strong><br />
O rio Jeribucaçu desemboca aqui num cenário paradisíaco. Mas para chegar até ele, foi necessário pegar uma carona surgida por acaso na saída do mercado em Itacaré. Na praia, muita beleza e a melhor tapioca que já comi na vida. Na volta, grudei atrás de um guia que voltava por um trilha entre o manguezal até chegarmos na Cachoeira da Usina. Já na estrada para voltar, mais uma carona mística, agora com o engenheiro Libêncio, que trabalha na prefeitura de Itacaré. Ao chegarmos no centro ainda paramos num bar de amigos onde proseamos até escurecer!</p>
<p><strong>Engenhoca</strong><br />
Praia bastante freqüentada por surfistas. O acesso é feito a pé por uma trilha que tem início no km 12 da rodovia BA-001. Infelizmente a paisagem natural hoje convive com as construções do Warapuru Resort, um empreendimento de alto luxo que contará com 40 bangalôs e piscinas privativas. O projeto desenhado pela inglesa Anouska Hempel, famosa designer de interiores responsável pelos hotéis Blakes, Amesterdão e The Hempel, sofre com os embargos da justiça que alega irregularidades ambientais. A previsão é que o resort esteja concluído na metade de 2010.</p>
<div id="attachment_273" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-273" title="Trilha no mangue" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/10/itacare5.jpg" alt="Trilha no mangue" width="400" height="533" /><p class="wp-caption-text">Trilha no mangue</p></div>
<p><strong>Havaizinho</strong><br />
Formada por pequenas enseadas separadas por recifes, a praia de Havaizinho fica quase deserta a maior parte do ano. O acesso à praia se faz pela mesma trilha que leva à Engenhoca. De lá, a trilha continua para a praia de Itacarezinho.</p>
<p><strong>Itacarezinho</strong><br />
Apesar do diminutivo, a praia é extensa com 3,5 km de comprimento. Poucos dias antes da minha chegada, o local estava cercado de seguranças e jornalistas devido a presença do primeiro ministro da França, Nicolai Sarkozy e sua mulher, a modelo Carla Bruni, ambos hospedados do <a href="http://www.txai.com.br/" target="_blank">Txai Resort</a> que fica no meio da praia.</p>
<p>Depois de Itacarezinho, as praias ficam extensas e planas até a cidade de Ilhéus. Hora de voltar para Itacaré e se preparar para o grande retorno até Salvador. A pré-expedição vai terminando e as férias também. E você, conhece a região de Itacaré? Então participe e deixe seu comentário!</p>
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		<title>Taipus de fora</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Sep 2009 21:48:13 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_233" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-233" title="Piscinas naturais em Taipus de Fora" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/09/taipus4.jpg" alt="Piscinas naturais em Taipus de Fora" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Piscinas naturais em Taipus de Fora</p></div>
<p>Por pouco, a Península de Maraú não foi imortalizada na obra de dois grandes artistas. O escritor Jorge Amado incluiu para sempre na geografia sentimental da Bahia a região de Ilhéus e arredores. Dorival Caymmi fez o mesmo pelas praias de Salvador, ao compor versos que parecem se esticar na rede. O curioso é que ambas as cidades estão muito próximas de Maraú e foram ignoradas pela cultura popular.</p>
<p>Considerada como uma das mais belas praias do Brasil, Taipus de Fora é a principal atração da Península de Maraú, com suas piscinas naturais de águas cristalinas e quilômetros de areia branca acompanhada por coqueirais. Para curtir plenamente as piscinas, vale mais a pena ir nas épocas de lua cheia e lua nova, quando a maré seca expõem os corais para quem está de fora. Nos últimos anos, a infra-estrutura da praia vem crescendo com muitas pousadas, bares, restaurantes e outros serviços que, infelizmente, trazem também a especulação imobiliária.<span id="more-232"></span></p>
<div id="attachment_236" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-236" title="Morro do Farol" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/09/taipus3.jpg" alt="Morro do Farol" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Morro do Farol</p></div>
<p>Na vila, encontrei muitos curitibanos que uma vez visitaram a região e nunca mais saíram. É caso da dona Norma, proprietária do Pousada Vento em Popa, que me ajudou a fazer uma ligação telefônica. Em Taipus, não existe telefone público e a comunicação de quem mora por lá é cara. Além da pousada, Norma mantém uma loja de roupas e uma lanchonete tocada pela cunhada Deyse, que também é de Curitiba. Pude saborear lá uma legítima sopa de vaca atolada (carne de costela e mandioca), prato incomum na Bahia, mas com gostinho de comida do sul.</p>
<div id="attachment_234" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-234" title="Lagoa Azul" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/09/taipus1.jpg" alt="Lagoa Azul" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Lagoa Azul</p></div>
<p>Outro morador ilustre é figurinha carimbada dos noticiários. Duda Mendonça, publicitário queridinho do PT e personagem do mensalão, possui uma mansão gigantesca a beira-mar, avaliada em 2 milhões de dólares. Perto dali, está instalado o <a href="http://www.kiaroa.com.br" target="_blank">Kiaroa Eco Luxury Resort</a>, um dos mais luxuosos do país. Para contrastar, eu estava acampado de favor nos fundos de um restaurante, tomando banho de mangueira e lutando contra os pernilongos para dormir.</p>
<div id="attachment_235" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-235" title="Farol de Maraú" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/09/taipus2.jpg" alt="Farol de Maraú" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Farol de Maraú</p></div>
<p>Aproveitei a estadia em Taipus para mergulhar e conhecer o Morro do Farol. Para chegar até lá, descolei fácil carona numa moto até a estrada Barra Grande &#8211; Itacaré, e logo em seguida mais uma caroninha até a entrada do morro. De cima, uma vista deslumbrante da Península de Maraú e da Lagoa Azul. Resolvi voltar pela praia, atravessando um lindo oásis do outro lado do morro. Parecia cenário do seriado Lost. Que a música baiana e seus artistas me perdoem, mas ainda bem que ninguém homenageou este lugar.</p>
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		<title>Barra Grande, tranqüilidade ameaçada</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 22:36:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após sair do Universo Paralello, voltei novamente para a cidade de Ituberá, onde descolei uma carona fácil em direção a Camamu, ponto de partida das embarcações que seguiam para Barra Grande. Fui obrigado a me afastar do litoral para contornar a Baía de Camamu, pois se eu continuasse caminhando até a Barra do Serinhaém pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_212" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-212" title="Muitas ilhas pela Baía de Camamu" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/08/barragrande1.jpg" alt="Muitas ilhas pela Baía de Camamu" width="500" height="339" /><p class="wp-caption-text">Muitas ilhas pela Baía de Camamu</p></div>
<p>Após sair do Universo Paralello, voltei novamente para a cidade de Ituberá, onde descolei uma carona fácil em direção a Camamu, ponto de partida das embarcações que seguiam para Barra Grande. Fui obrigado a me afastar do litoral para contornar a Baía de Camamu, pois se eu continuasse caminhando até a Barra do Serinhaém pela praia, dificilmente conseguiria barco (ou $$$) para fazer a travessia.</p>
<p>Terceira maior baía em volume de águas do Brasil, a Baía de Camamu abriga uma variedade de ilhas de todos tamanhos, além de praias, florestas e manguezais bem preservados. O passeio de barco normal custa cerca de 6 reais e é muito bonito e agradável. Logo na saída avistamos atrás do mangue a igreja matriz de Camamu, localizada na parte alta da cidade, que aos poucos vai se afastando no horizonte. Depois de 1h30 de viagem, encostamos na praia de Barra Grande, velha conhecida de caronas passadas pela península de Maraú. <span id="more-210"></span></p>
<p>Ao desembarcar no trapiche, uma fila gigantesca de pessoas aguardavam uma oportunidade para irem embora. Era o pós-reveillon da galera, o mais agitado de todos os tempos segundo moradores. O motivo de tanta gente se deu principalmente pela inauguração da estrada Camamu – Itacaré e pelas melhorias na estrada de chão que corta a Península de Maraú, transitável antes apenas para veículos 4 x 4. Ou seja, a pacata vila de Barra Grande, com suas ruas de areia onde só circulavam algumas jardineiras de passeio, tiveram nesse verão a companhia também de carros equipados com som alto e dos farofeiros da região. É preciso que a prefeitura de Maraú regulamente o acesso de veículos antes que esse paraíso comece a ficar desfigurado, como tantos outros em nosso país.</p>
<div id="attachment_211" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-211" title="Praia de Barra Grande" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/08/barragrande3.jpg" alt="Praia de Barra Grande" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Praia de Barra Grande</p></div>
<p>Felizmente, Barra Grande continua encantadora e incrivelmente bela. O acesso complicado até pouco tempo atrás fez com que o local conservasse a atmosfera típica de uma antiga vila de pescadores. As casas são simples, charmosas e as ruas com chão de areia cruzam jardins com floridas e cobertos por árvores frutíferas. Fora dos feriados, a vila é sempre tranqüila e muito mais confortável.</p>
<p>Pela região, praias para todos os gostos. As voltadas para o oceano são extensas, com ondas boas para o surfe, areia clara e recifes que formam piscinas naturais. Do lado da Baía de Camamu, as praias têm águas mais calmas e transparentes, ideais para relaxar e deixar o tempo de lado.</p>
<p><strong>BARRA GRANDE</strong><br />
Voltada para a Baía de Camamu, a praia de Barra Grande é reta, com areias claras e águas mornas, ideais para crianças brincar. Barra Grande é o porto de entrada na península para os visitantes que chegam de barco de Camamu. Tem casas de veraneio, pousadas, bares e restaurantes descolados em frente a praia, oferecendo música e espaço lounge para os turistas.</p>
<p><strong>PONTA DO MUTÁ</strong><br />
Saindo de Barra Grande, uma curta caminhada pela praia leva à Ponta do Mutá, ao extremo norte da Península. Um farol marca a entrada da Baía de Camamu onde existia antigamente um forte português. A praia tem muitos coqueiros e belas rochas que afloram à superfície da água.</p>
<div id="attachment_213" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-213" title="Recifes na praia de Três coqueiros" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/08/barragrande2.jpg" alt="Recifes na praia de Três coqueiros" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Recifes na praia de Três coqueiros</p></div>
<p><strong>TRÊS COQUEIROS &#8211; BOMBAÇA</strong><br />
É uma praia de mar aberto, com ondas fortes, areia grossa e coqueirais. Possui hotéis, pousadas e casas de veraneio. Muito extensa, a praia é marcada pela presença de recifes que surgem na maré baixa, formando piscinas naturais. É o início de uma sucessão de longas praias interligadas que vai até a praia do Pontal, em Itacaré, a 50km ao sul.</p>
<p><strong>TAIPUS DE FORA</strong><br />
A vedete de Barra Grande, uma das praias mais bonitas do Brasil e procuradas para mergulho livre, merece um post a parte. A expedição passou dois dias por lá, com direito a sopa de vaca atolada, trilhas exploratórias, mergulho e muitas caronas. Fiquem de olho no próximo post.</p>
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		<title>Universo Paralello 9 (parte final)</title>
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		<pubDate>Sat, 11 Jul 2009 18:55:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tum tum tum tum tum.. a batida eletrônica não pára no festival. Depois de quatro dias já era visível o cansaço da galera, que virava a noite na pista sem conseguir dormir durante o dia. O sol baiano castigava qualquer um que ousasse ficar além das 6 horas da matina dentro da barraca. Era um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_203" class="wp-caption alignnone" style="width: 385px"><img class="size-full wp-image-203" title="Onde tinha sombra, tinha gente" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/07/up6.jpg" alt="Onde tinha sombra, tinha gente" width="375" height="500" /><p class="wp-caption-text">Onde tinha sombra, tinha gente</p></div>
<p>Tum tum tum tum tum.. a batida eletrônica não pára no festival. Depois de quatro dias já era visível o cansaço da galera, que virava a noite na pista sem conseguir dormir durante o dia. O sol baiano castigava qualquer um que ousasse ficar além das 6 horas da matina dentro da barraca. Era um verdadeiro forno. Os nativos se aproveitavam da situação oferecendo cercas de palha por 20 pila para proteger as barracas do sol. Mas logo o astro rei se erguia espantando todo mundo em busca de um cantinho de sombra. <span id="more-201"></span></p>
<div id="attachment_202" class="wp-caption alignnone" style="width: 498px"><img class="size-full wp-image-202" title="Arte do Fuck For Forest" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/07/up11.jpg" alt="Arte do Fuck For Forest" width="488" height="421" /><p class="wp-caption-text">Arte do Fuck For Forest</p></div>
<p>Um diferencial do Universo Paralello 9 em relação aos outros anos foi a criação do Crepúsculo, espaço underground voltado para o rock n´roll, clipes, grafitagem, freak shows e até sexo ao vivo! A ousadia foi promovida pelo grupo <a href="http://www.fuckforforest.com/" target="_blank">Fuck For Forest</a>, uma organização ecológica alternativa que arrecada dinheiro para salvar a natureza através da exibição de sexo em ambientes naturais. Um ativismo erótico por um mundo mais verde e com mais sexo. Claro que teve gente que não gostou&#8230;</p>
<div id="attachment_204" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-204" title="Garotas nuas no Universo Paralello" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/07/up7.jpg" alt="Garotas nuas no Universo Paralello" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Garotas nuas no Universo Paralello</p></div>
<p>O nu também foi representado pelo público durante uma foto coletiva com o intuito de formar o símbolo da paz. Depois do objetivo cumprido, a recompensa foi um mergulho dos pelados no mar, lavando qualquer tipo de vergonha ou preconceito.</p>
<div id="attachment_205" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-205" title="Liberdade de expressão no festival" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/07/up8.jpg" alt="Liberdade de expressão no festival" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Liberdade de expressão no festival</p></div>
<p>Na praia, na aldeia, no main floor, na pista alternativa ou no chill out, qualquer lugar era espaço e momento para as pessoas soltarem os canais de expressão através da quebra dos códigos cotidianos, trocando a camisa de força da ideologia pelos trapos coloridos da fantasia. Era um universo fractal gerado a partir da arte contemporânea e popular, revelando uma cultura alternativa e psicodélica. Assim, o festival foi palco multimídia para figuras de vários cantos do mundo, atores, circences, músicos, poetas, malabaristas, loucos, chapados entre outros convidados para um exercício de improviso e liberdade de expressão.</p>
<div id="attachment_207" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-207" title="Hora de partir: carona na caçamba junto com dona Elizete" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/07/up10.jpg" alt="Hora de partir: carona na caçamba junto com dona Elizete" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Hora de partir: carona na caçamba junto com dona Elizete</p></div>
<p>Depois do reveillon, exausto de tanta maluquisse, desmontei a barca e voltei para meu refúgio: a estrada! Junto comigo, na caçamba da carona, estava dona Elizete, que vendia bebidas em Pratigi no verão. Sua expressão cansada, mestiça, com traços de uma vida simples e sofrida, carregando sozinha engradados de bebidas, despertou-me novamente para a realidade. A realidade do povo brasileiro, que muitos fazem questão de ignorar, um verdadeiro universo paralelo para os donos do poder.</p>
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		<title>Universo Paralello 9 (parte 1)</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 18:28:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahia]]></category>
		<category><![CDATA[Pré-expedição]]></category>
		<category><![CDATA[cultura alternativa]]></category>
		<category><![CDATA[festival]]></category>
		<category><![CDATA[pratigi]]></category>
		<category><![CDATA[universo paralello]]></category>
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		<description><![CDATA[E a multidão invade o Universo Paralello 9. Estacionamento lotado, vans, buggys, ônibus, excursões e ambulantes pipocavam em volta da vila de Pratigi. Para chegar até a portaria do Festival, era necessário contratar um “pau de arara” da própria organização por 30 pila, que dava direito a uma pulseira para utilizar o transporte quando a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_186" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-186" title="Corredor de barracas no UP9" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/up2.jpg" alt="Corredor de barracas no UP9" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Corredor de barracas no UP9</p></div>
<p>E a multidão invade o Universo Paralello 9. Estacionamento lotado, vans, buggys, ônibus, excursões e ambulantes pipocavam em volta da vila de Pratigi. Para chegar até a portaria do Festival, era necessário contratar um “pau de arara” da própria organização por 30 pila, que dava direito a uma pulseira para utilizar o transporte quando a pessoa quisesse. O clima capitalista do evento era explícito. Fui andando até a portaria, que ficava 5 km dali, mas não demorou em aparecer uma carona junto com a vendedora de Acarajé da festa. Na portaria, fila para trocar o ingresso pela pulseira de acesso. Uma aglomeração de hippies protestava por não conseguirem entrar de graça para venderem seus produtos. Na hora da revista, passava quase tudo: maconha, ácido, pó, cogumelos, estilete, faca&#8230; menos bebidas alcoólicas. Quem quisesse um goró, era obrigado a comprar dentro da festa. <span id="more-184"></span></p>
<div id="attachment_187" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-187" title="Fora do festival, nativos vendem as bebidas que foram deixadas pelos &quot;desavisados&quot; da festa" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/up3.jpg" alt="Fora do festival, nativos vendem as bebidas que foram deixadas pelos &quot;desavisados&quot; da festa" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Fora do festival, nativos vendem as bebidas que foram deixadas pelos &quot;desavisados&quot; da festa</p></div>
<p>Com a música ainda desligada nas pistas, o primeiro dia do festival transmitia uma sensação de tranqüilidade e até de romantismo, diferente de qualquer outra festa de música eletrônica. O que se via era um grande corredor entre coqueiros, beirando a praia, com vários quiosques de comida, roupas e artesanato. Um shopping alternativo ao ar livre, num lugar paradisíaco. Todo mundo chegando, correndo de um lado para outro, na tentativa de descolar um canto para acampar. Nas áreas de camping, dominavam os condomínios de barracas, geralmente formados por grupos já batizados de outras edições do festival.</p>
<div id="attachment_188" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-188" title="Frigideira da Pista Goa" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/up4.jpg" alt="Frigideira da Pista Goa" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Frigideira da Pista Goa</p></div>
<p>A primeira pista a ligar o bate-estaca foi a Goa, onde rolava os sons mais darks do psytrance. O clima já era de descontrole total. Negada pulando forte na pista, iniciando o processo de transcendência. A maresia da cannabis dominava o lugar, uma constante de todo o festival. No próprio livrinho que a organização distribuía, ficava a dica: “se for fritar, frite com consciência”. Como o lugar era oficialmente “legalized” com relação as drogas, foi interessante encontrar no festival barracas como a do <a href="http://www.inspire-se.vc/" target="_blank">Inspire-se</a>, que divulgava psicoativos mais exóticos como Kratom, Salvia, gás N2O, Amazon Dream e outras tentações. Outra atração marcante do Universo Paralello foi o projeto de Redução de Danos, que oferecia esclarecimentos sobre drogas e assistência para dependentes, distribuindo kits de higiene para diferentes usuários de drogas. Uma atitude muito louvável e corajosa.</p>
<div id="attachment_185" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-185" title="Bonita arquitetura do Chill Out" src="http://www.caronainterativa.com.br/wp-content/uploads/2009/06/up5.jpg" alt="Bonita arquitetura do Chill Out" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Bonita arquitetura do Chill Out</p></div>
<p>Durante o dia, meu barato mesmo era mergulhar no mar e freqüentar o palco Chill Out, onde rolava um som mais suave e experimental, com apresentação de bandas, DJs e performances. Próximo ao palco ficava algumas barraquinhas montadas para disseminar conhecimentos ligados à cultura alternativa como vegetarianismo, shamanismo, espiritualismo, etc. Era onde se concentrava a galera mais roots do festival, longe de playboyzada frita que dominava outras pistas. Já à noite, não tinha jeito, eu flutuava até o Palco Alternativo, local de contestação à ordem estabelecida, elogio à liberdade e a subversão das normas vigentes; me misturando na loucura do festival até o amanhecer.</p>
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