Já foram cinco horas de caminhada. O fim de tarde pairava lentamente sob a praia deserta. A mochila de 20 quilos nas costas parecia ganhar um quilo a mais a cada minuto. O cenário continuava o mesmo: apenas minhas pegadas na areia e aquele imenso coqueiral contornando a praia. Já perdi as contas de quantos cocos tomei. Estava cansado. A cada curva, imaginava encontrar alguma vila, um bar, uma cerveja, uma sombra. Dobrava a esquina, mas minhas alucinações só aumentavam. (mais…)
A Ponta do Garcez é um lugar fascinante. No encontro do rio Jaguaripe com o mar forma-se uma barra falsa, que altera seu formato de acordo com as marés e com as estações do ano, variando os pontos navegáveis de tempos em tempos. A praia, deserta, é acompanhada por um coqueiral carregado de frutos, que se estende a perder de vista. A solidão da praia engana quem pensa que tais terras não possuem dono. Atrás da imensidão de palmeiras, esconde uma mansão luxuosa, com heliponto e cercada por homens armados, de propriedade do banqueiro e empresário Daniel Dantas. (mais…)
Segunda-feira. O sol forte radiava logo cedo, fervendo meus pensamentos sobre o que fazer durante o dia. Tinha combinado de se encontrar com minha amiga no final da tarde, mas a vontade de cair na estrada era maior.Até porque eu teria que voltar para Salvador se quisesse retornar a Curitiba no fim das férias. Decidi então aproveitar a capital baiana depois do reveillon, e segui de busão direto para o ferry-boat que liga Salvador a Ilha de Itaparica. Foram 50 minutos de travessia, com direito a uma linda vista da cidade contornada pela Baía de Todos os Santos. (mais…)
Salvador, metade de dezembro. A cidade se prepara para uma maratona de festas e eventos durante todo o verão, culminando com a realização do maior carnaval do mundo. No clima de férias, calor e diversão, desembarquei domingo (dia 14) no Aeroporto Luis Eduardo Magalhães, nome que, aliás, é homenageado por toda a Bahia em avenidas, viadutos, escolas, parques, etc. Na avenida Paralela, há um memorial para o falecido filho de ACM, que na época do paínho vivo, era vigiado 24h todos os dias por guardas militares. (mais…)
No jornalismo tradicional, a crise já se arrasta desde a popularização da Internet. Os sindicatos tentam disfarçar o cenário desolador, criando barreiras para pelo menos manter o emprego de quem já tem. Mas com a crise mundial, o fundo falso se abriu, e escancarou o pesadelo daqueles que pararam no tempo fazendo jornalismo. Uma rápida passada essa semana no Comunique-se nos mostra a dura realidade:
06/02 –
06/02 –
04/02 –
03/02 –
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Para piorar, quem exerce a profissão de verdade ainda está sujeito aos mandos e desmandos dos coronéis que habitam as províncias brasileiras. Aqui em Curitiba, o competente Gladimir Nascimento foi chutado da rádio BandNews, onde trabalhava como âncora e prestava um jornalismo de qualidade, só porque criticou os deputados estaduais por terem aprovado suas gordas aposentadorias na calada da noite.
Assim como escreveu a , restarão apenas os “zés” da vida, aqueles que ensinam, para seus espantados alunos, na faculdade, a nunca contrariar o chefe. O saco do patrão, como se sabe, é o corrimão da glória. E a esperança da aposentadoria.
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Parceria:
Objetivo da Expedição:
Viajar de carona pelos pontos colocados no mapa, promovendo a prática deste transporte alternativo e resgatando o humanismo entre as pessoas.