No jornalismo tradicional, a crise já se arrasta desde a popularização da Internet. Os sindicatos tentam disfarçar o cenário desolador, criando barreiras para pelo menos manter o emprego de quem já tem. Mas com a crise mundial, o fundo falso se abriu, e escancarou o pesadelo daqueles que pararam no tempo fazendo jornalismo. Uma rápida passada essa semana no Comunique-se nos mostra a dura realidade:
06/02 – Jornal do Brasil demite 26 na redação
06/02 – News Corp. registra prejuízo de US$ 6,42 bilhões
04/02 – Time Warner registra prejuízo de US$ 13,4 bi em 2008
03/02 – Crise causa demissões e altera planos de jornais no Brasil
02/02 – DCI demite 12 na redação
Para piorar, quem exerce a profissão de verdade ainda está sujeito aos mandos e desmandos dos coronéis que habitam as províncias brasileiras. Aqui em Curitiba, o competente Gladimir Nascimento foi chutado da rádio BandNews, onde trabalhava como âncora e prestava um jornalismo de qualidade, só porque criticou os deputados estaduais por terem aprovado suas gordas aposentadorias na calada da noite.
Assim como escreveu a Revista Capital, restarão apenas os “zés” da vida, aqueles que ensinam, para seus espantados alunos, na faculdade, a nunca contrariar o chefe. O saco do patrão, como se sabe, é o corrimão da glória. E a esperança da aposentadoria.